Ludmila é a musica do começo meio e fim





segunda-feira, 11 de julho de 2011

V – A aposta


Depois das regras chatas e tediosas então foi combinado de que eu começaria o meu treinamento no dia seguinte. Voltei para casa com meu pai Rodrigo, ele me pediu para que eu guarda-se segredo sobre a casa velha. Não tive a oportunidade de conhecer os outros lendários, mas uma hora eu iria conhecer estava ansiosa e ao mesmo tempo com medo, pois era algo totalmente novo para mim eu não pertenço ao mundo que sempre vivi muito legal, mas dá muito medo também. Mas saber que meu pai biológico talvez esteja vivo para mim foi o maior impacto, mas por que será que não me queriam falar dele? Afinal de contas quem é ele?  Jantamos então fui dormi. Na mesma noite sonhei com o cadeado e a minha mãe me chamando novamente. De alguma forma sentia que ele estava viva eu não sei como explicar mas de alguma for a guitarra estava me atraindo me chamando para algum lugar, mas eu não tinha certeza imaginei que já tava louca de mais uma guitarra GPS é muita loucura mesmo.
Meu pai me acorda a cinco e meia da noite e foi um saco, voltamos à casa velha e o lugar e começar meu treinamento. Meu pai não ficou nem dois minutos disse que tinha q resolver alguns assuntos de negocio, mas na verdade ele tava querendo fugir por que ele sabia que a veia o forçaria a treinar também.
- Bibis, coloque isso nos braços e nos pés, braços e cinturas. - A velha colocava ferros envolta da minha cintura, prendendo meus braços e pernas, me senti uma escrava Isaura naquele momento. Comecei a cantarola uma musica de tema de uma novela:
- Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê. Vida de negro é difícil, é difícil como o quê. - Mas quando a velha jogo as correntes no chão o peso era tão grande, que os pesos afundaram no chão e claro a minha cara foi junto, beijei o chão durante uns minutos.
- Ai meu Deus o q é isso? Tá querendo me matar velha? Quanto pesa essas coisas? – fiquei apavorada olhando pra cara da velha tentando me levantar.
- Isso é pra você controlar sua força, no total pesam duas toneladas, no início você vai encontrar certa dificuldade, mas depois se acostuma. Esta vendo aquela montanha? Você tem até o fim da tarde de hoje para chegar lá.
- Duas toneladas! E aquela montanha está a quilômetros de distancia daqui.
- Não está tão longe assim, só uns 3 quilômetros de distancia daqui. - o Ken fala com um sorrisinho de sarcástico dele.
- 3 quilômetros?! Pelo amor neh, eu tenho que fazer isso a pé? Não rola um carro, um skate, uma charrete velha?
- Bibis para de preguiça e começa logo, penso que era de jatinho? – disse Ken.
- Cala a boca seu inútil eu aposto com você que consigo chegar antes das cinco da tarde.
- olha o que você esta falando eu cheguei às sete e meia da tarde, meu recorde foi de seis da tarde será que você consegue? -Ken olhava desafiando e ao mesmo tempo não acreditando que eu poderia ganhar essa aposta.
- Faço melhor que você garoto, vai vamos apostar se você perde vai ter que desfilar de vestido no primeiro dia de aula no colégio. E aê tá afim?
Tentei esticar a mão olhando bem nos olhos dele esperando ver o que ele ia fazer - pensei: “PQP” que pesado essas correntes nem pra levantar a mão não está sendo possível. - Ken deu um leve sorriso de lado esticou mão e deu um tapinha nas minhas costa. Bem, a queda foi inevitável.
Ken tirou um relógio de bolso da jaqueta e lanço para o ar e no que parecia ser um céu ficou um relógio grande.
- Mas se eu ganhar você vai ter uma grande surpresa. Esta vendo ali tem um relógio pra você. Sabe ver hora Bibis? – Perguntou Ken.
- Claro que eu sei imbecil. Agora me deixa quieta preciso me concentrar. – Respondi me segurando para não dá uma voadora naquele imbecil.
- Bibis agora é meio dia você tem que chegar antes das nove da noite. Pois depois desse horário as correntes têm um sutil efeito com o usuário. – Disse a velha.
- Relaxa velha eu vou chegar as cinco em ponto nem mais e nem menos, não vou dar o gostinho de perder pra esse garoto metido a bicha louca.
- Olha aqui sua tampinha de coca-cola infantil – Ken ficou irritado como que eu disse que queria me bater, queria sair correndo, mas não conseguia me mexer minha única opção foi gritar
 - haaa socorro velha, ele quer me bater – Gritei.
- Vem aqui e me chama de bicha louca de novo se você tem tal coragem- Ken gritou vindo em minha direção.
- Bicha louca! – Gritei
- Haaa agora eu te mato sua toquinho de amarrar jegue. – Ken correu em minha direção e pulou em cima de mim. Seguro as minhas mãos me prendendo, fique encurralada, não conseguia escapar. Mas de repente Ken parou e ficou me olhando com aqueles olinho de cachorro pidão, e se aproximava cada vez mais de mim. Entrei em desespero, meu coração estava palpitando forme sentia mais atraída por ele entrei em desespero, eu não sabia o que fazer no que dizer, no que pensar.
- Putz, ele não é bicha tá querendo me beijar, o que eu faço? O que eu faço? Vou gritar – Pensei – Saaaaaaaaaaaaai - Gritei tão alto que o Ken se assustou deu um pulo para traz sem entender.
- Menina você é louca, pra que gritar desse jeito? – Ken falou.
Fiquei em silencio presa em meus próprios pensamentos - O que é isso que estou sentindo? Putz acho que era um ataque cardíaco. – Olhei para o Ken e não sabia o que dizer, as palavras sumiram da minha boca, meu coração não sabia de disparava ou se parava se batia mais forte ou mais fraco, esqueci com se respirava.
A velha olhou pra nos dois riu. – Há ha as duas crianças parem de brincar e vamos levar o treinamento a serio. - Disse a velha.
Então tentei dar os primeiros passos, mas estava muito difícil de mexer com tanto peso. Depois duas horas só tinha conseguido dar dois passos. Já estava morta de cansaço. O Ken ficou tão entediado de me ver morrendo pra andar que acabou dormindo.
- Há velha eu não estou conseguindo, tá muito difícil. - sentei no chão e fiz um bico.
- tente concentrar a sua força Bibis. – Disse a velha.
- Velhota tá difícil, já se foi duas horas e nada de dar um passo. – comecei a reclamar
- Bem falta 3 horas para o jantar, e você não poderá jantar se não puder terminar esse treinamento. – A velha disse sorrindo,usando uma das melhores motivações que há nessa terra.
- Jantar!? - Gritei, já sentindo um gruindo da minha barriga. Eu jamais que perderia este jantar, é um pecado total negar comida, não importa as circunstâncias. - Concentrar a minha força, está bem vamos lá. – Esta finalmente motivada, fiquei em um estado de meditação, e senti que o meu corpo ficou mais leve, então me levantei e consegui andar sem dificuldade – nossa que incrível, agora eu ganho essa aposta. – comecei a dar passos cada vez mais rápidos e em pouco tempo já estava correndo em direção a montanha, minha velocidade aumento de uma forma fantástica, mas de repente comecei a perder o controle a energia estava aumentando descontroladamente.
- Vó! – disse Ken para a velha.
- Esperava que acontecesse algo assim, vamos temos que pará-la antes que destrua a todos nós. – Disse a velha correndo em minha direção, mas fiquei totalmente focalizada na aposta que tinha feito com o Ken que não percebi que toda aquela energia estava aumentando de uma forma estrondosa.
- eu vou conseguir, eu vou conseguir, eu vou conseguir – Comecei a dizer alto mentalizando que estava perto de ganhar. Faltavam apenas alguns metros e comecei a perceber que as correntes estavam machucando, quando olhei para os meus braços as correntes estavam entrando em minha carne, eu queria termina a aposta então prossegui sem perceber a aproximação do ken e da velha.
- Vó olhe cinco horas já começou. – Disse Ken.
- Temos que fazer com que ela diminua a energia ou as correntes irá devorá-la viva.  – Disse a velha, arremessando uma espada em minha direção, de repente tudo ficou escuro.
Continua...

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