Eu não entendi nem como e nem por que a guitarra se transformou em uma espada e duas armas. A ghenin avançou na minha direção. Então no desespero fechei os olhos e comecei a tirar pra todos os lados gritando. – Sai daqui sua perua assassina. – Entre milhares de tiros para o nada acabei acertando um naquela ghenin, ouvi os gritos dela então abri os olhos assustada, sem entender o que estava acontecendo. – Ai–meu–Deus! O que esta acontecendo? – A espada e a arma se transformaram novamente um uma guitarra. As escritas que estava na guitarra saíram como uma luz forte e verde que se envolveu no meu braço a luz queimando meu braço e se transformou em um tipo de tatuagem verde. Senti no meio daquela adrenalina meu corpo não parava de tremer, eu estava com medo e confusa. – Ai–meu–papai-do-céu. Que tatuagem mais brega. – O garoto esquisito ainda estava lutando. – Garoto como eu fiz isso? E o que esta acontecendo? E por que a minha guitarra virou uma espada? E as armas? E quem é você? E você tem MSN?
- Cala a boca menina, não está vendo que eu estou ocupado. – O garoto segurou com violência a ghenin pelo pescoço e apertou até se ouvir um som de estralo e lanço-a no ar e apontou as duas armas na direção dela e atirou para cima, a ultima ghenin desaparece se queimando como todas as outras. E ele ainda tem a cara de pau de fazer uma pose de fodão. O garoto esquisitão corre na minha direção e me abraçou forte. – É melhor sairmos daqui, antes que apareça mais ghenin. – Não sabia como e nem porque talvez fosse pela adrenalina, mas o abraço do Ken fez meu coração disparar, mas fiquei quieta tanta coisa e não estava sem entender nada. O garoto Ken pulou alto para um dos prédios da cidade – Uau! Como você conseguiu pular assim? Ei, para onde você esta me levando? – Ele não me respondia – O seu mal educado responde. – Ele pulou de prédio em prédio até ele me levar em uma casa velha, abandonada e fedia a velha mumificada. O garoto me colocou no chão e andou em direção a casa e na porta tinha um cadeado velho. – Credo que catinga malvada. Ei garoto o que esta acontecendo? Quem era aquelas peruas? E por que estamos aqui? Eu quero ir pra casa.
- Menina cala a boca, como você é irritante. – O garoto Ken pegou no cadeado e soprou devagar e então a porta se abriu. Ele me me puxa pelo braço. – Vem menina não é seguro aqui fora.
- Oxi, me solta eu não vou entrar nesse barraco velho com você. – Resisti e chutei nas pastes mais sensíveis de um homem. E sai correndo.
- Ai sua pu.. pirralha, baixinha - Ele ficou agachado no chão se arrastando. Voltei me agachei na altura dele olhei bem nos olhos daquele insensível e segurei no rosto dele. Não sei de onde tinha vindo àquela coragem, mas é só falar da minha altura que eu viro o bicho.
- Quem você esta chamando de baixinha? Seu chato.
- Cala boca não tenho tempo pra perder com isso e entra logo na casa.- Estranhamente ele se recuperou rápido e me começou a me puxar para dentro da casa.
- Me solta seu esquisito, metido e chato, eu não vou entrar nessa casa. E se você não me soltar agora eu vou gritar. – No exato momento que eu ia gritar ouvi a voz de uma velha.
- Não acredito que treinei meu neto durante anos pra sofrer desse jeito nas mãos de uma aprendiz da luz. – e em uma velocidade incrível a velha saiu a da casa e me atingiu na cabeça e apaguei. Tive o mesmo sonho de novo naquele mesmo lugar então vi um cadeado com olho azul e uma sombra aparece e assopra no cadeado enorme fazendo o olho ficar vermelho em seguida a sombra vem em minha direção. Acordei em um sofá velho estava meio tonta por causa da pancada que a velha tinha me dado, nada muito serio. Percebi vozes em outro cômodo fiquei quieta atrás da porta ouvindo. Vi que era a velha e o garoto esquisito. – Não era pra ela despertar agora esta muito cedo, o normal para um aprendiz da luz despertar é aos vinte ciclos por que ela desperto um ciclo mais cedo? – Era o garoto Ken gritando com a velha.
- Ela é especial. – A velha responde.
- O que? Aquela menina mal educada e baixinha. Impossível vovó.
- Olha aqui seu chato é melhor você parar de ofender a minha estatura ou sofrera as conseqüências – me levanto pego a minha guitarra que estava do lado do sofá e ameaço quebrar ela na cabeça daquele idiota. Estava com medo e confusa com tudo que estava acontecendo, mas não sabia o que fazer tentei ficar calma. Mas o garoto estranho e idiota tinha me tirado do serio.
- uui to morrendo de medo de você – Com uma cara sarcástica o garoto esquisito me responde.
- Quem são vocês? Eu quero ir pra casa e quero ir agora. – Estava me cagando de medo, mas tentei dá uma de forte. Peguei minha guitarra e fui até a porta. Segurei na fechadura no instante que ia abrindo o garoto segurou na minha mão e me puxou e me jogou contra a parede e me olhou nos olhos.
- Você não pode ir para casa, esta correndo perigo será que você não está entendendo? Por favor, fica aqui. – A forma como aquele garoto falava tinha um tom de preocupação e medo, mas por que ele esta assim tão preocupado comigo? Meu coração começou a bater mais forte, senti que esta ficando vermelha eu não consegui me controlar. Automaticamente meu corpo naquela situação reage dando um tapa no rosto dele. – ui desculpa, foi sem querer.
- Há por que você me bateu sua coisa irritante?
- Credo eu já te disse foi sem querer, relaxa tá nem bati tão forte assim. - Respondi.
- Dá para os dois deixarem a briga pra depois não temos tempo – A velha se enfia no meio de nos dois acabando coma discussão. – Agora temos outras coisas pra nos preocupar. Menina como você despertou um ciclo mais cedo? – a velha puxa meu braço e fica olhando a tatuagem no meu braço. Segura meu rosto e fica em olhando.
- Do que a senhora esta falando? Que ciclo? E para de ficar me tarando desse jeito. – Puxei meu braço com força, aquela velha estava me irritando.
- Eu não estou te tarando sua insolente. Realmente você se parece muito com a sua mãe. Mas isso não vem ao caso agora. – Como aquela mulher conhecia a minha mãe? A velha pega um livro velho e empoeirado cheio de correntes e trancas. – Agora você vai saber da sua verdadeira origem, venha comigo.
- Vem? Pra onde? – Olhando pra velha sem entender. Então a velha abre o livro.
- Pula logo! – O garoto me empurra e vou para dentro do livro que me puxa. Fechei os olhos com medo de morrer. – Bem vinda a 3 mil ciclos no passado na guerra de Mil dias.
- Não precisava empurrar seu idiota- Abri os olhos e a visão era fantástica. - Nossa esse lugar é o dos meus sonhos. – Era incrível o lugar o céu cinza e a área branca como a neve. Estava em um penhasco alto onde dava pra ver todo o vale. O céu acinzentado se podia ver milhares de luzes como estrelas cadentes caindo para o horizonte.
- Estamos no vale de sangue. Onde aconteceu a guerra dos Mil dias e também o lugar onde você nasceu.
– Onde eu nasci?
Continua...