São Paulo, São Paulo
Domingo, 5 de janeiro de 2010
Meu 19° aniversario como sempre um saco. Acordo e de repente quando olho pela janela e tive a sensação de um homem estar me observando. Esfrego os olhos, pois não dá pra acreditar já que moro no 3° andar é impossível alguém estar na janela. Quando olho novamente na tinha ninguém talvez eu ainda esteja com muito sono ou bebi enquanto dormia. Levanto-me, vou ao banheiro, tomo um banho,escovo os dentes e desço pra tomar café. Tomo café algo muito mais comum do que a minha cara de bobona.
- Bom dia Bibis, Feliz aniversario – meu pai Rodrigo me abraçou me deu um beijo no rosto e faz um movimento que não sei como meu corpo logo reagiu, me desviando por sorte de uma ovada.
- Ouw, você bebeu! – comecei a gritar como uma louca, jogando os pãezinhos de queijo pro ar.
Meu pai ficou me olhando pasmado de como eu me desviei do ovo, ele riu e me abraço.
- Filha, não sei como você consegui fazer isso, mas deve ser coisa de mulher. Bem não precisa ficar brava, desculpa e está aqui seu presente.
Meu pai tira debaixo da mesa uma caixa bem grande, comecei a sorrir sem parar puxei da mão dele e comecei a abrir rapidamente. Quando abri foi a maior alegria que já tive uma guitarra linda. Era branca e preta com uns desenhos muitos estranhos como se eu conhece-se de algum lugar e estranhamente não tinha marca, mas não ligo muito pra marcas. Suas cordas eram bem diferentes das guitarras comuns eram coloridas com um tom sombrio.
– Nossa papis ela é muito diferente. Vamos ver se ela esta afinada – Quando toquei um acorde imediatamente, cada molécula do meu corpo começou a vibrar como se respondesse a guitarra e ouvi uma voz.
- Esta na hora de acorda querida.
Senti meu coração queimar coloquei a mão sobre as cordas abafando o som e meu corpo voltou ao normal. Por um momento pesei que alguém tinha colocado alguma droga no meu café com leite. Mas a guitarra era realmente linda e sentia que ela é uma guitarra especial.
- E em tão o que você achou do presente? Essa guitarra era da sua mãe ela adorava essa guitarra, dizia que era muito especial e que uma parte dela estava nessa guitarra. Guardei ela por muito tempo e acho que hoje eu tomei vergonha cara e decidi deixar ela em suas mãos.
- Ha papis, ela é tão linda. Eu não tenho lembrança nenhuma da minha mãe só de uma canção de ninar e acho que essa guitarra vai ser uma lembrança forte dela. Obrigada amore - o abracei com força dando muitos beijos na careca do velho. E sem ele perceber pego um ovo e quebrei na cabeça dele – haha toma seu careca.
- Ei isso é uma injustiça uma sacanagem com a minha pessoa.
- Pode até ser, mas se eu fosse você correria logo pro banheiro pra tomar um bom banho. Eu vou sair agora vou no Parque tentar relaxar.
- Vai relaxar vendo os garotos que andam de skate por lá. Acho que já esta na hora de você ter um namorado, mas essa traição vai ter troco, me aguarde.
- Namorado affe, nao tenho saco pra ficar babando por hoemem.- fui dar um beijo no meu pai, parei senti cheiro de ovo, fiz uma cara de nojo- bem deixa eu arrumar bye bye.
Voltei pro meu quarto coloquei a guitarra em cima da cama. Coloquei algumas coisas na minha mochila uma garrafa de água, um livro de romance que fazia três meses que estava tentando ler, a minha carteira e peguei um espelho me olhei nele e vi que os meus olhos ficaram verdes bem claros. – Nossa! o que aconteceu com meus olhos? Eram castanhos até agora pouco. Será que é a luz? – Não entendi por que meus olhos estavam verdes, pensei em ir até um oftalmologista, mas ignorei já eu que amei ter olhos verdes. – Seja lá o que for amei meus olhos. - Olhei para a guitarra em cima da minha cama fiquei pensando no que aconteceu peguei ela e pensei em tocar mais um acorde para ver se aconteceria de novo – Bem ou eu estou ficando louca ou essa guitarra é possuída. – Toquei mais uma vez, mas nada aconteceu. – Bem eu acho que eu estou ficando louca mesmo. – Pensei em deixar a guitarra em casa, mas alguma coisa me pedia pra levar ela comigo, coloquei ela na bolsa e levei comigo.
Desci do apartamento fui até um ponto de ônibus fiquei esperando algum ônibus que passe pelo parque. E percebi que tinha um homem me olhando do outro lado da rua, ele era estranho tinha um cabelo comprido com mexas azul, era um japonês até gatinho, usava um sobretudo e botas, era estranho já que era um domingo muito ensolarado o sol já estava rachando meu coco no meio. – Ei você ai do outro lado. – Gritei chamando o carinha estranho. Ele ficou constrangido tentando se esconder. – É você mesmo todo de preto japinha. – Uma van passou na minha frente quando fui olhar de novo ele tinha sumido. – Ué cadê ele? - meu ônibus tinha chegado subi e sentei no ultimo banco do ônibus pensando quem era aquele carinha. Peguei meu mp4 coloquei o fone nos ouvidos e o som no ultimo volume. De repente me vi em um deserto estranho o céu era cinza e a areia era branca como a neve. E no horizonte vi uma mulher muito linda me chamando. Quando olho para traz uma sombra avança em mim. E acordo gritando quando percebi que era um sonho. – haa, um sonho, só um sonho.
- oi gatinha, tá afim de uns beijinhos. – era um velho tarado sentado do meu lado.
- Sai daqui seu nojento, eca.
Desci do ônibus e andei alguns minutos até chegar ao parque. Andando pelo parque dei uma passada no local onde fica os skatistas sentei no pé de uma arvore abri meu livro e comecei a ler.
- Cuidado Bibis está correndo perigo. – uma voz que saia da guitarra começou a falar comigo me alertando.
- Bem já vi que to louca, a guitarra está falando comigo. - abri minha mochila para pegar a garrafa de água e pego o espelho e vejo o reflexo de uma mulher com uma espada, vindo me atacar pelas minhas costas. Imediatamente meu corpo reage e me desvio do ataque e a arvore caiu com a força do ataque daquela mulher. – Ei perua você esta louca aponta essa pexeira pra lá. Olha eu não peguei namorado nem absorvente de ninguém não, eu juro.- mas aquela perua não esta me ouvindo e continuava a me atacar. Então me sobrou a melhor opção, sair correndo gritando.
- Sai da frente menina – O carinha estranho apareceu de repente e me puxou me jogando no chão puxando duas armas douradas e atirou na cabeça daquela perua e então ela se queimou até sumir por completo. – se eu demoro mais um segundo você estaria morta agora menina.
- Morta! Essa mulher aparece de repente querendo me matar sem razão alguma e vem você e me joga no chão. – Me levanto e me limpo. – seu grosso eu vou pra minha casa.
- Menina você é muito mau educada sabia eu te salvo e me chama de grosso.
Viro e olho nos olhos dele. – Eu não pedi pra você me salvar senhor “sou o fodão”. E quem era aquela mulher louca, alias quem é você?
- Aquela mulher era uma ghenin e eu sou seu protetor Ken. Desprazer em conhecê-la Bianka Cah.
- han? Ghenin? Protetor? Que porra são essas? E como você sabe meu nome? Por a caso você é algum tarado? Olha aqui, eu vou ligar pra policia se você for algum tipo de tarado assassino. – percebi que vinha mais três mulheres estranhas parecida com a outra. – olhe pra traz!
Ken atira sem olhar pra traz e tira uma delas e some como a outra – Menina fica perto de mim, pra te proteger.
- Você me proteger? sai fora.- sai correndo em direção ao ponto de ônibus pego meu celular - vou ligar pro corpo de bombeiros - mas uma ghenin ficou na minha frente me impedindo de seguir em frente e tentou me cortar com uma espada me esquivei, mas meu celular nao resistiu, dei um chute na cara dela e continuei correndo. De repente a minha guitarra começou a vibrar me chamando. – Bianka me invoca, me invoca. – Pensei em estar realmente muito drogada, mas não tinha outra opção. Peguei a minha guitarra e que por instinto passei os dedos nas cordas e a chamei. – Ludmila acorde! – O braço da guitarra se transformou em uma espada com as escritas estranhas e seu corpo se transformou duas armas uma branca e outra preta. – Ai Jesus! O que é isso? uouw que da hora!