Ludmila é a musica do começo meio e fim





sábado, 6 de agosto de 2011

VIII - A SOLIDÃO CHAMADA KAY


- Ken? - Eu não sabia quem era, mas sabia que não era o Ken que conheço. - que droga! Quem é ou que é você? – Gritei, mas ele não respondeu apenas sorriu de uma forma sombria.
Ken estava diferente, aquele sorriso não parecia ser o Ken, ele se aproximava mais, com um olhar de ódio e tristeza, um sorriso sombrio e psicopata. Senti que ele queria me matar.
- Ora, ora, então você é a menina que esta perturbando a nossa paz. – Disse ele se aproximando cada vez mais.
Eu queria fugir, tentei me afastar, me lembrei do que o Doge disse um pouco antes de começar a luta. Então comecei a me mover tentando sair correndo, mas eu estava com tanto medo, minhas pernas pareciam que tinha perdido toda a força, eu não sabia o que fazer.
- Você não vai fugir de mim garota – Disse Ken atirando nas minhas pernas impedindo que eu corresse, cai no chão.  - Agora eu quero conversar com você, não seja mal educada me deixando falar sozinho.
- O que você quer? Quem é você o que fez com o Ken? - Gritei, estava com medo, chorando me arrastando tentando me afastar dele.
Mas ele não respondia e começou a rir me puxou pelos cabelos com violência, falando no meu ouvido.
- Quem disse que você pode tentar tirar ele deste mundo perfeito que criei para ele? Isso é o que nós somos temos um sangue mal correndo em nossas veias. Você não pode entender a dor do Ken você não sabe como o coração dele bate e o coração dele bate dor, dor, dor e dor. Quanto se está só não há como mudar. Você não tem forças pra ajudar o Ken, você não tem forças para salva-lo da sua escuridão. Olha você agora, ai; parada em minhas mãos não pode nem se quer correr, fraca.
Ken esticou as minhas mãos e atirou na palma delas, e lambeu o sangue, naquele momento senti nojo, medo e raiva.
- Você acha que essa coisa que ele sente quando te vê vai ajudá-lo? Olha bem ao seu redor, todos dizem lindas palavras e chamam uns aos outros de melhor amigo, que vai amá-lo pra sempre, mas em momento de dor este que dizem: sou seu amigo, são os primeiros a te abandonarem, esses que falam eu te amo são os primeiros a te traírem. Menina você não conhece a nossa dor e nem nunca vai pode entender o que acontece. Eu e Ken somos um só eu sou o único amigo dele.
- E qual é seu nome? – Perguntei.
- Meu nome é solidão. – Disse ele apontando a amar na minha cabeça sorrindo pronto para atirar.
- Mãe socorro! – Gritei em meus pensamentos.
Então a Guitarra Ludmila ficou na minha frente bloqueando a bala. Logo em seguida erradia uma luz cegando o Ken. Então Doge chuta a cabeça do Ken o lançando ao chão. Naomi pula encima dele o prendendo com espadas perfuradas em seu corpo. Naquele momento me senti aliviada.
- Bibis, por favor, me perdoa - Disse Ken já sem consciência.
Naquele momento senti pena do Ken eu queria abraçá-lo, mas aquilo que eu vi que me machucou que falou aquelas coisas me fazia sentir medo de me aproximar dele.
- Bibis você está bem? – Perguntou Naomi.
- Eu estou bem sim- Disse vendo tudo ficar escuro.
- Há não Doge ajuda aqui a Bibis perdeu muito sangue. Você vaia ficar bem amiga – Gritou Naomi.
Escutei a mesma voz dizendo:
O ápice da loucura o inicia dela foi quando entendi foi seu beijo asneando pelo meu desejo naquele instante eu não me sentia eu, mas outra pessoa aquela que sempre dormia dentro de mim, mas que finalmente quando sai tem medo do que irá encontrar. As tuas vestes foram se saindo pouco a pouco e nua estava diante de mim. Oh! Que era aquilo? Meu corpo tremia, mas não acreditava, minha mente implorava para não acordar daquele sonho, mas ao te tocar cada vez percebi que não era um sonho era real muito real e queria sentir mais e mais sem parar não nunca parar. Minha mente diz que fui longe de mais em não ter percebido suas intenções, meu coração se diz culpado por ser tão inocente, mas penso no seu beijo todas as noites a sensação é de se sentir mais claro que a água muito mais imenso que o oceano e muito mais eterno que o tempo.
Olhei a sombra se aproximando de mim, e de repente estava dentro da sombra.
- Não! – Gritei.
- O que foi Bibis?  - Disse Naomi.
Percebi que foi apenas um sonho. – Não é nada só um pesadelo. – Disse me levantando, percebi que as feridas tinham sumido, mas as minhas mãos ficaram com cicatrizes, mas não me importava naquele momento, eu estava preocupada com Ken, a voz dele me pedindo perdão gritava em meu peito.
- Parece que você está bem agora, que bom, já tá prontinha pra gastar suas energias comigo. – Disse o Doge.
- Não, sai daqui seu tarado! – Falei, jogando um travesseiro na cara do Doge.
- Você perdeu bastante sangue, se não fossem seus poderes de regeneração você estaria morta agora. Mas você gastou tanta energia que acabou dormindo por duas noites inteiras. Ken ficou o tempo todo com você e não saiu do seu lado para nada. Não dormiu e nem comeu.  – Disse Naomi.
- Cadê o Ken? - Perguntei
- Agora ele esta lá fora na varanda. - Respondeu Naomi.
- É verdade ele se sente tão culpado pelo o que acontece que não tem coragem de falar com você, mas cuidou de você o tempo inteiro junto com á vovó. - disse Doge. - Eu não imaginei que Kay iria tão longe com a Bibis – Disse Doge pensando alto.
- Kay? - Perguntei.
Sim, Ken tem uma segunda personalidade que se chama Kay. – Disse Doge.
- Mas ele tinha me dito que se chamava solidão. – Disse.
- Bem, não sei por que ele te disse isso, mas Ken sempre foi muito reservado, ele só começou a mudar depois que você apareceu, os olhos dele agora têm brilho. Você não sabe, mas na família do Ken todos nascem com duas almas, são destinados a ter um lado bom e um lado mau, e poucos conseguem suportar esse fardo, é uma maldição que todos eles carregam dentro de seus corações, e ter que acordar todos os dias e lutar com você mesmo. - Disse a velha
- Nossa então é como se tivessem duas pessoas habitando o mesmo corpo.  – Deduzi.
- Exatamente, Ken e Kay são duas pessoas diferentes que habita o mesmo corpo. Kay é perigoso, e Ken tem que lutar todos os dias para que ele não saia. Mas infelizmente quando o Ken é ferido Kay toma o controle total. – Disse a velha
Senti pena do Ken, eu não sabia se deveria velo ou ficar longe. Fui para a varanda, Ken estava lá sentado, percebi que suas mãos estavam sangrando. Respirei fundo e decidi me aproximar dele, mesmo com medo, mesmo estando ainda impactada com o que aconteceu, eu queria estar do lado dele, dando passos lentos chegando cada vez mais perto, tomando coragem passo após passo relembrando a cena na minha cabeça, segurei a vontade de chorar.
- É tão insano renegar o que é se olhar no espelho e ver um desconhecido. Duas imagens e qual delas eu sou?  Eu já nem sei mais, quero ser o que sou, mas todos vêm é um demônio em mim, mas sou apenas um anjo sem asas, sem forças para voar. – disse Ken percebendo a minha aproximação, senti vontade de recuar, mas fique parada o ouvindo falar.
- Você está com medo de mim não é? Você vai me abandonar também não é? – Disse Ken.
- Não eu não vou te abandonar. – Disse.
- Não minta pra mim, eu sei que mais cedo ou mais tarde você vai embora como todos outros foram. – Gritou Ken me olhando nos olhos.
- Eu posso até sentir medo dessa outra pessoa que está em você, mas ele não vai me afastar de você Ken, eu não vou deixar. - Disse encarando nos olhos.
- Você é esse garoto metido, arrogante, chato que eu conheço. Ken você apesar de todos os defeitos é um bom garoto.  – Disse aproximando minha mão no rosto dele.
-E que bom garoto é esse que quase te matou há dois dias trás - Disse
 Ken pegando em minhas mãos – Olhe isso aqui, olhe o que eu fiz com você. - Ken me mostrava às cicatrizes. - mesmo com uma recuperação tão rápida as cicatrizes ainda ficaram. Toda vez que você tocar suas mãos em mim que vou ver as cicatrizes que fiz em você. – Disse Ken
- Apesar das minhas feridas do corpo estão saradas, não vou negar que as feridas em meu coração não estão totalmente saradas e não sei se um dia sararão, mas eu sei que você é tudo que eu preciso e eu confio, mesmo que a solidão um dia venha te consumir, eu ainda estarei do seu lado, e buscarei forças para te salvar. - Disse sorrindo, tentando animá-lo.
Ken deu um leve sorriso, e rapidamente me abraçou, senti medo, mas estar com ele com o Ken que eu conheço me fazia sentir segura, então o abracei com força.
- Obrigado Bibis – Disse Ken.
Voltamos aos treinos, já era dominho e amanhã já começaria as aulas. Meu pai insistiu que eu saísse ,bem meu pai é cozinheiro, e todos os domingos ele preparava algo  especial eu como ovelha negra da família sou péssima na cozinha, então tento evitar qualquer aproximação naquele como tão perigoso. Então foi até a feira em busca de alguns ingredientes. Andando entre uma barraca e outra escolhendo os ingredientes que continha na lista enorme e exagerada do meu pai, de repente uma sensação estranha e ouvi uma voz:
- Podes ouvir as batidas do meu coração ligado ao seu? Podes sentir a perfeita harmonia das almas entrelaçando nossos corpos? O seu perfume me embriagava cada vez mais, como sinto saudades do seu perfume, parece que aos poucos se perde com o vento.
Reconheci aquele texto em meus sonhos, comecei a procurar o dono da voz, então no meio de tantas pessoas o encontrei. Olhei e vi um garoto com um caderno de bolso lendo alto. Com um jeito misterioso, cabelos pretos e longos com algumas mechas vermelhas cor típica de sangue. Olhos bem negros, um rosto angelical, mas um sorriso de alguém que gosta da morte. Usando uma calça xadrez vermelha e uma jaqueta de couro preta, na sua mão esquerda tinha um anel preto em seu braço tinha uma tatuagem de uma carta de baralho o ás de copas e uma aranha preta. Mas quando ele me viu fechou o caderno colocou no bolso, sorriu para mim e saiu. Tentei correr atrás dele, mas sumiu no meio das pessoas.

Continua....

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

VII - A NOVA GERAÇÃO



Depois de ouvir aquela história, estava determinada em encontrar Dante, eu queria saber por que matou minha mãe, agora o que me importa é ficar forte. Voltei para casa, meu pai tinha viajado e só voltaria na manhã seguinte e fiquei sozinha em casa pensando por qual motivo o oráculo fez um pacto com Dante e que vantagens ele teria ao entregar poderes a ele. Então ouvi uma voz:
Parado, olhando para as paredes, pensando e revirando minha cabeça, o passado não volta. Esse silêncio machuca a minha alma, esse olhar dilacera meu peito, essa angustia me contamina me deixando doente, esse amor me cega, essa voz me enlouquece, o ápice da traição foi seu beijo doce, suave, amargo e doloroso.
Então procurei saber de onde vinha, ouvi o som da TV ligada, preferia acreditar que fosse realmente da TV. Desliguei a TV, não tinha nada que fosse interessante então fui tomar um banho pra relaxar.
- Burguesinha, burguesinha, burguesinha só no filé, por que to comendo ovo aqui em casa – estragando a musica.
- Sabia que você canta bem? – Ouvi uma voz.
- Quem está ai? – Perguntei pegando rapidamente a toalha me cobrindo, correndo em direção a sala.
- Sou eu o Ken – Respondeu. Entrando pela janela da sala.
- Haaa seu tarado! – Gritei - que negocio é esse de você ficar entrando na minha casa assim parecendo um bandido? Safado!
- Eu sou seu protetor esqueceu? Tenho que ficar te vigiando para você não aprontar alguma. E a porta esta trancada, rum!. – Disse Ken.
- Batia na porta ué. Eu não apronto querido eu sou santa, sou tão santa que vou casar com Deus. E que protetor é esse que fica me espionando no banheiro, isso tem outro nome sabia, é se chama pervertido – Gritei totalmente louca com um ódio danado do Ken.
- Sei nem Deus te suporta pentelha – Disse Ken.
Quando ele pronunciou a palavra pentelha o sangue subiu não me segurei e peguei no pescoço do Ken. – Quem você tá chamando de pentelha sua bicha louca? – E quando me dei conta a toalha caiu.
- Nossa que boa saúde a sua. – Disse um garoto entrando pela janela
- Haa um tarado, mata ele Ken – Gritei, senti que estava ficando toda vermelha então peguei a toalha do chão me cobri rapidamente, segurando a primeira coisa que tinha por perto, uma garrafa de coca-cola de vidro cheia e taquei na cabeça do elemento. – Yes, matei. – Vibrei, mas o elemento não caiu. – Droga não morreu.
- Ai, isso doe mocinha, nossa Ken ela é violenta, sorte que sou cabeça dura. – Disse o elemento, soltando uma piadinha sem graça.
- Ken você conhece o elemento? – Olhei para o Ken, já não sabia se estava vermelha de raiva ou de vergonha naquela hora, mas sabia que alguém ia levar uma surra naquela hora.
- Bem ele é o Doge, um filho de lendário – Respondeu Ken.
- Meninos vocês podem, por favor, parar de olhar pra menina, olha como ela esta vermelha como um pimentão. – Disse uma elementa entrando pela porta.  – Há Ken a porta estava aberta sim é que te falto jeitinho para abri-la.
- Ken você conhece ela também? Meu Deus o que tá acontecendo? O que é isso tudo de gente na minha casa, aqui não bordel pra suas orgias não enh?– Gritei.
- Bibis, primeiro coloca uma roupa e eu vou te explicar. – Disse Ken irritado com a forma que o elemento chamado Doge me olhava.
Me troquei rapidamente  e fui pra sala onde todos estavam reunidos.
- Então quem são vocês? – Perguntei.
- Oi, deixa que eu me apresente, meu no me é Naomi, filha do lendário Títan, é um prazer conhecer a filha da profecia.  – Levantou a elementa do sofá, estendo a mão para me cumprimentar. Olhando bem para ela reparei que era linda. Alta e magra, um porte de modelo, deveria pesar uns 55 Kg muito bem distribuídos, seu corpo tinha curvas desejáveis. Seu rosto era de mulher dominadora, confiante e ousada, seus cabelos negros e longos fariam qualquer homem se curvar aos seus pés. Uma menina de presença e pisava com firmeza, olhava de uma forma gentil. E seu sorriso lindo de boca carnuda e lábios generosos faz dela uma mulher sensual e poderosa.
- É um prazer também, Naomi. – Disse educadamente.
- Bem acho que você não precisa se apresentar pra mim depois da bela imagem que você me concedeu. Meu nome é Doge, sou filho do lendário D’angelo, é realmente um imenso prazer te conhecer filha de Ludmila. – Disse Doge com um tom de tarado, me medindo de cima a baixo com um sorriso de safado. Vindo em minha direção de braços abertos coma intenção de me abraçar.
- É um desprazer te conhecer moço. – Estiquei minha, indicando que não queria nenhum contato muito próximo com aquele tarado de cabelos loiros, e olhos cor de mel, era um pouco mais alto que o Ken magricela, mas um tarado charmoso. Um sorriso de safado que qualquer menina cairia de quatro diante dele.
- Agora que todos foram apresentados, bem eu os trouxe aqui por que o rumor de que Dante está procurando o seu coração, e que já esta neste mundo. Agora teremos que nos preparar para esse dia. – Disse Ken.
- Estamos em uma situação complicada então teremos que trabalhar duro. E ainda não sabemos o paradeiro dos outros filhos dos lendários, infelizmente temos muito trabalho – Disse Doge.
-É verdade, o filho do lendário Asaka ainda esta por perto, então teremos que ficar de olho nele os poderes dele ainda não despertaram, e creio que Dante tentará se aproximar dele. - Disse Ken
- Parece que a Ordem, irá mandar mais ghenins, possivelmente ela percebeu que matamos os que já tinham mandado. – Disse Naomi sorrindo, como se deseja-se matar um pouco mais. – Vai ser uma boa oportunidade de eu praticar um pouco mais.
- Minha cara Naomi, ainda estamos empatados em 147 ghenins, mas dessa vez eu vou ganhar. – Disse Doge com um olhar de dar medo.
- Credo tem uma cambada de psicopatas em minha sala. – Falei recuando do meio deles.
Ken rio alto – Haha, Bibis você ainda é tão inocente em relação a certas coisas, pena que você não entende, é mesmo o Adaime esta atrasado, por que ele demora tanto? – Disse Ken olhando para o relógio.
- Bem você sabe como Adaime é. – Disse Naomi.
- Namorada e primeiro lugar.  – Disse todos juntos, exceto eu.
- Nossa que fofo. – Falei, acreditando que o amor existe.
- Desculpa gente, sabe como é neh?
- Namorada e primeiro lugar.  – Disse todos juntos, exceto eu.
-Bem Bibis esse é Adaime, filho do lendário Ricci. – disse Ken.
- Oi Bianka, é honra te conhecer. – Disse Adaime.
Foi combinado de que na manha seguinte todos se encontrariam na casa velha para treinarmos juntos. Passaram-se três semanas de treino e duro trabalho. A ultima semana de treino e já estava quase morta de tanto cansaço; a próxima semana começa as aulas escolares e ainda não sabia como eu iria dar conta dessa situação tão maluca de viver em dois mundos diferentes. Chegou o dia de Ken ser meu adversário, eu me senti um pouco segura já que só conseguia dominar uma parte dos meus poderes. Senti um pouco de dificuldade em controlar o equilíbrio de energia natural e sobrenatural, mas só mais um pouco de prática e seria invencível.
- Bibis eu quero falar com você, pode ser? – Disse Doge.
- Sim o quer falar? Se for safadezas nem vem que eu sou uma menina descente. – Disse já indo embora.
Doge me puxa pelo braço.
- Desista dessa luta você não pode com o Ken. - cochicha bem baixinho no meu ouvido.
- O que? Eu to esperando a semanas essa luta, preciso ficar forte e sei que se eu conseguir lutar com o Ken eu ficarei mais forte. - Falei.
- Você não entende, é perigoso lutar com ele escute o que estou falando.  – Disse Doge com tom de preocupação.
- Não! Eu vou lutar! E você não vai me impedir. - Gritei como uma criança mimada.
- Ei! Vamos lutar ou não? Não me diga que já esta com medo? ei menina, esta pronta pra uma levar surra? – Ken disse rindo sarcasticamente.
- haha – ri de uma forma irônica e muito idiota - eu dizer a mesma coisa – obviamente estava me cagando de medo, mas estava tentando transparecer segura.
- Vai lá Bibis, você consegue, bate nele com força – Gritou Naomi tentando me animar. – Doge você acha que a Bibis pode ganhar do Ken? – Disse ela para o Doge.
- Sinceramente tenho 99% de certeza que ela vai perder feio, se não acontecer algo pior. Eu disse pra ela desistir, mas é teimosa como uma mula desembestada – Disse Doge serio para Naomi.
- Aaah que horror Doge, mas também creio que o Ken não vai pegar leve, coitada da menina, mas eu acredito que a Bibis possa ganhar.– disse Naomi para o Doge.
Esta totalmente concentrada para atacar primeiro.
- A partir do momento em que a folha cair da arvore a luta começa – Disse a velha.
Momento de silencio, um vento forte soprou e folha cai, eu fui com toda velocidade atacar, mas Ken deu um sorriso. Concentrei uma quantidade de energia considerável, não muito forte para não queimar as minhas mãos, quando me preparei para arremessar a energia Ken em uma velocidade inacreditável fica de frente para mim e sorri.
- Eu não vou pegar leve com você baixinha - Ken disse sorrindo.
Ken segura em minhas mãos e libera energia causando uma grande explosão. Por sorte consigo desviar, Ken também saiu segundos antes da explosão. Senti um cheiro de cabelo queimado percebi que era o meu cabelo.
- Haaa meu cabelo, olha o que você fez seu metido, agora é muito pessoal. – Fiquei possuída de ódio eu queria meter uma porrada bem forte na cara daquele infiliz.
Quando preparava meu próximo golpe, de repente Ken já estava atrás de mim.
- Você é muito lenta. – Disse Ken, me dando um forte golpe nas costas.
- Caramba a Bibis tá pega na mão dele – Disse Naomi para o Doge.
- Bem se eu fosse ela desistiria. - Disse Doge.
- Doge você é um covarde, saiu no meio da luta com o Ken. – Disse Naomi
- Não é covardia é sensatez, não estava 100% para uma luta com ele. Não sou louco de usar apenas 50% de energia; com o Ken com ele tem que ser 150%. Mas a Bibis não tem 40% de capacidade de energia contra ele, ela é mais fraca que você. – Disse Doge.
- Doge cala a boca – Disse Namomi Dando um soco na boca Doge.
Enquanto isso na luta, senti o golpe nas costas, mas insistir em lutar. Me virei imediatamente para contra atacar, mas Ken chutou meu corpo com tanta força me arremessando por quilômetros, neste momento a dor era imensa eu queria contra atacar de qualquer forma; concentrei a energia nos meus pés e quando me aproximei de uma rocha usei como impulso para ir com velocidade total contra o Ken. Peguei a parte da arma da Ludmila e comecei a atirar para dar mais tempo para concentrar energia na espada. E no momento perfeito ataquei com toda a força com a espada a força foi tão grande que a terra vibrou a uma grande fumaça de terra subiu cobrindo a minha visão.
- Menina esperta, mas cadê o Ken? – Perguntou Doge.
No meio de tanta fumaça não conseguia ver o Ken, de repente senti minha barriga molhada coloquei a mão para ver era sangue e percebi que uma espada perfura minha barriga, olhei para trás era o Ken, mas ele estava diferente.
- Ken? - Eu não sabia quem era, mas sabia que não era o Ken que conheço. - que droga! Quem é ou que é você? – Gritei, mas ele não respondeu apenas sorriu de uma forma sombria.
- Droga Naomi o Ken esta daquele jeito – Disse Doge.
- Ai não, ele vai matar a Bibis, temos que interromper a luta. – disse Naomi.
Continua....

sábado, 16 de julho de 2011

VI- Amor e Guerra


Olho o cadeado de novo com o olho azul e escuto uma voz me chamando novamente, então ouvi uma nova voz que dizia:

Uma tropa bate em meu peito e dispara para uma batalha perdida quando estive diante de você. Depois daquele dia não teve um momento no qual eu não me lembrasse da suavidade da sua boca, no quão seu beijo era doce, minha alma grita para tocar nela mais uma vez, foi fatal a minha própria condenação esta aberta, estou condenado a te amar, estou condenado por te amar. E me seduz para os seus braços e me chama silenciosamente para a sua armadilha que eu não resisto e eu não sei como fugir ou como correr é uma total loucura, mas de alguma forma estou aprisionado a você aquele dia; um dia tenebroso. Podes ouvir as batidas do meu coração ligado ao seu? Podes sentir a perfeita harmonia das almas entrelaçando nossos corpos? O seu perfume me embriagava cada vez mais, como sinto saudades do seu perfume, parece que aos poucos seu aroma some do meu corpo a cada vez fico nesta masmorra parado olhando para o passado relembrando por varia vezes o seu beijo, é a lembrança mais forte e preciosa que mantenho em minha memória, o que me faz viver, meu peito vazio anseia em ter você em meus braços por mais uma vez antes de saborear o amargo beijo da morte.

O cadeado se abria vagarosamente, os olhos do cadeado ficando vermelho olhando para mim, uma sombra me cobria, entrei em desespero. Abri os olhos e vi que foi apenas um sonho, olhei em minha volta, esta em um quarto escuro, com as janelas cobertas, Ken estava do sentado do meu lado, me lembrei da aposta.
- A aposta?! Venci?! – Gritei
- Não, você quase morreu Bibis – Disse Ken. – Você é totalmente louca, você quase morre e me pergunta sobre a aposta se você venceu. Nem se que percebeu o seu corpo.
- Meu corpo? – Não estava entendendo, não me lembrava de muita coisa, apenas de eu correndo muito, olhei para os meus braços e pernas a imagem é horrorosa estava em carne viva, sem pele alguma, tentei me mexer, mas não conseguia – Meu corpo! O que aconteceu comigo? – Comecei a chorar, não acreditando no meu estado.
- Aquelas correntes, não eram somente correntes pesadas elas são as correntes demoníacas, uma corrente muito perigosa, o usuário a utiliza por algum tempo e certo limite de energia, quando o usuário ultrapassa esse limite as correntes devora o usuário vivo sem ele perceber, por pouco você seria totalmente devorada por essas correntes, por sorte a espada seladora das correntes consegui impedir – disse a velha.
- Por que você não me disse nada? Eu estou achando que vocês querem realmente me matar, por que eu não consigo me mexer? - comecei a gritar querendo me mexer.
- As correntes demoníacas devoram todos os seus tendões e seus músculos estão todos podres, você não vai conseguir se mover desta cama. – disse a velha.
Quando ela termina de dizer que eu não me moveria mais foi como se meu chão sumisse por completo, minha vida acabasse. Não conseguia conter as lagrimas, chorei, sem saber o que fazer.
- Por que você fez isso comigo? –Gritei em lagrimas.
- Por que eu precisava ver uma coisa – disse a velha.
A velha foi caminhando até a janela, tirou a cortina preta deixando a luz do sol entrar no quarto escuro, senti meu corpo quente. Um fogo envolveu meu corpo, reconstruindo os tendões, regenerando os músculos e formando uma nova pele. E em alguns minutos o meu corpo estava totalmente regenerado como se eu tive-se nascido de novo. Me levantei da cama, e me senti mais leve, e mais forte.
- Nossa um milagre, velha você é mágica? – Fique feliz em pode me mexer novamente.
A velha ficou parada, me olhando, preocupada; olhei para o Ken ele também estava em silencio, alguma coisa séria estava no ar, mas eu não conseguia saber o que era.
- Ken meu neto eu preciso falar com você – Disse a velha saindo do quarto.
- Sim vó – Responde Ken seguindo ela. – Bibis têm algumas roupas limpas pra você ali, tire essas roupas sujas de sangue.
Eu não entendi o porquê de tanto segredo entre eles, o que estavam me escondendo, a curiosidade foi muito maior que eu. Me troquei rapidamente e me escondi em um cantinho e fiquei escutando a conversa.
- Foi como eu imaginei, os podres despertaram antes do período previsto, as armas, o fogo de cura; ela tem os poderes dele e seus poderes estão surpreendentes mais fortes, se ele descobrir ele virá atrás dela. – Disse a velha com um semblante de preocupada e pensativa.
- O que vamos fazer vó? – perguntou Ken.
- Ele não pode saber que a Bibis é a sua filha. E que ela tem seus poderes. Não temos outra escolha ela precisa estar pronta o selo está se abrindo e ele virá destruindo tudo e a todos. Bianka sai de trás do sofá. – disse a velha.
- Quem é meu pai? – Perguntei sem enrolar.
A velha respirou fundo olhou para o Ken, afirmando com a cabeça que não tinha outra opção se não me contar a verdade. - Querida sente-se.
- Não quero sentar, quem é meu pai biológico?
- Prefiro que você sente-se a historia é um pouco longa. – disse a velha.
Me sentei no pequeno sofá da sala e toda a minha atenção ficou voltada na velha.
- Seu pai é um ex-lendario, alguns o conhece como o devorador de almas. A historia começa quando o oráculo do submundo vem com uma profecia: “da união das armas virá a filha da revolução nascida na guerra, que destruirá os sete braços fortes e trará um novo mundo”. Os sete imperadores temendo que a profecia fosse selada e de perde sua soberania e poder, juntamente coma Ordem declaram que os lendários que tivessem filhos entre si seriam considerados traidores diante da Ordem.
Passarem-se três séculos e uma nova geração de lendários se levantou. Títan, Asaka, D‘angelo, Ricci, Gox (Knox), Dante e a única e primeira mulher lendária Ludmila.
Ludmila além de ser a líder dos lendários era temida e respeitada por todos, também a mais querida entre os lendários, o seu carisma conquistava a todos, mas Dante estava mais que encantado por ela estava apaixonado. Ambos ficaram mais próximos cada vez mais, até que ambos começaram a manter um romance proibido. Dante queria entregar algo mais alem que qualquer outro ser que amasse no universo pudesse entregar, ele entregou seu coração a Ludmila. Mas esse romance oculto foi revelado, e uma bomba acabou estourando Ludmila estava grávida a Ordem temendo que a profecia pode-se se realizar decretaram a captura do casal.
Dante foi preso na Masmorra do Vale da Morte, com seus poderes selados. Ludmila condenada à morte, mas a Ordem não esperava que os lendários se juntassem para resgatar Ludmila. A líder deles era tudo e fariam tudo levando até as ultimas conseqüências.
Então a guerra explodiu, os lendários ficaram contra a Ordem e os sete impérios para ficar do lado da Ludmila. Dante ainda estava preso na Masmorra do Vale da Morte com seus poderes selados, mas o oráculo do submundo dizendo que tudo tinha sido planejado pela Ordem para matá-lo, pois tinham conhecimento da capacidade de seu poder se estender ao infinito dos Deuses. As Ordens juntamente com a Ludmila o fizeram a entregar a fonte do infinito, o coração. Dante se sentiu traído e usado, a sua revolta era inigualável o oráculo aproveito a oportunidade de usar o desejo de vingança oferecendo um pacto de que daria poderes muito maiores do que qualquer outro lendário poderia ter; se lhe desse a alma como pagamento do pacto. Dante não pensou duas vezes e aceitou o pacto, tendo poderes imediatamente foi procurar Ludmila para matá-la e recuperar seu coração assim destruir a Ordem, mas Dante ainda não tinha conhecimento da criança que nasceu no meio da guerra.
Os lendários estavam cercados, apesarem de serem os mais fortes e terem vencido a ordem não foi possível entrar em outro combate contra Dante, por sorte a criança já estava longe da guerra. Dante matou cada lendário um por um, e também Ludmila que já estava ferida foi morta, mas não sabemos que fim teve o corpo dela. Após estes acontecimentos Dante desapareceu e não sabemos nada sobre seu paradeiro.
- Mas ouve rumores que Dante esta em busca da nova geração de lendários, pois ele descobriu de alguma forma que ele tem um filho. Dante sabe que a Ludmila escondeu o coração na criança. Então estamos em uma situação digamos complicada - Disse Ken.
- Bianka você tem o coração com os poderes do infinito dos Deuses, e Dante vai vim tentar te levar.
Estava em choque com a historia tão repleta de amor e ódio, meu próprio pai matou minha mãe, uma profecia, minha cabeça rodava uma surpresa atrás da outra. Sentia raiva por ter matado a minha mãe, mas também sentia pena, pois ele foi enganado pelo o oráculo do submundo, queria saber quais são as intenções do oráculo em ter dado os poderes para o Dante, o que eu vou fazer?

Continua ....

segunda-feira, 11 de julho de 2011

V – A aposta


Depois das regras chatas e tediosas então foi combinado de que eu começaria o meu treinamento no dia seguinte. Voltei para casa com meu pai Rodrigo, ele me pediu para que eu guarda-se segredo sobre a casa velha. Não tive a oportunidade de conhecer os outros lendários, mas uma hora eu iria conhecer estava ansiosa e ao mesmo tempo com medo, pois era algo totalmente novo para mim eu não pertenço ao mundo que sempre vivi muito legal, mas dá muito medo também. Mas saber que meu pai biológico talvez esteja vivo para mim foi o maior impacto, mas por que será que não me queriam falar dele? Afinal de contas quem é ele?  Jantamos então fui dormi. Na mesma noite sonhei com o cadeado e a minha mãe me chamando novamente. De alguma forma sentia que ele estava viva eu não sei como explicar mas de alguma for a guitarra estava me atraindo me chamando para algum lugar, mas eu não tinha certeza imaginei que já tava louca de mais uma guitarra GPS é muita loucura mesmo.
Meu pai me acorda a cinco e meia da noite e foi um saco, voltamos à casa velha e o lugar e começar meu treinamento. Meu pai não ficou nem dois minutos disse que tinha q resolver alguns assuntos de negocio, mas na verdade ele tava querendo fugir por que ele sabia que a veia o forçaria a treinar também.
- Bibis, coloque isso nos braços e nos pés, braços e cinturas. - A velha colocava ferros envolta da minha cintura, prendendo meus braços e pernas, me senti uma escrava Isaura naquele momento. Comecei a cantarola uma musica de tema de uma novela:
- Lerê, lerê, lerê, lerê, lerê. Vida de negro é difícil, é difícil como o quê. - Mas quando a velha jogo as correntes no chão o peso era tão grande, que os pesos afundaram no chão e claro a minha cara foi junto, beijei o chão durante uns minutos.
- Ai meu Deus o q é isso? Tá querendo me matar velha? Quanto pesa essas coisas? – fiquei apavorada olhando pra cara da velha tentando me levantar.
- Isso é pra você controlar sua força, no total pesam duas toneladas, no início você vai encontrar certa dificuldade, mas depois se acostuma. Esta vendo aquela montanha? Você tem até o fim da tarde de hoje para chegar lá.
- Duas toneladas! E aquela montanha está a quilômetros de distancia daqui.
- Não está tão longe assim, só uns 3 quilômetros de distancia daqui. - o Ken fala com um sorrisinho de sarcástico dele.
- 3 quilômetros?! Pelo amor neh, eu tenho que fazer isso a pé? Não rola um carro, um skate, uma charrete velha?
- Bibis para de preguiça e começa logo, penso que era de jatinho? – disse Ken.
- Cala a boca seu inútil eu aposto com você que consigo chegar antes das cinco da tarde.
- olha o que você esta falando eu cheguei às sete e meia da tarde, meu recorde foi de seis da tarde será que você consegue? -Ken olhava desafiando e ao mesmo tempo não acreditando que eu poderia ganhar essa aposta.
- Faço melhor que você garoto, vai vamos apostar se você perde vai ter que desfilar de vestido no primeiro dia de aula no colégio. E aê tá afim?
Tentei esticar a mão olhando bem nos olhos dele esperando ver o que ele ia fazer - pensei: “PQP” que pesado essas correntes nem pra levantar a mão não está sendo possível. - Ken deu um leve sorriso de lado esticou mão e deu um tapinha nas minhas costa. Bem, a queda foi inevitável.
Ken tirou um relógio de bolso da jaqueta e lanço para o ar e no que parecia ser um céu ficou um relógio grande.
- Mas se eu ganhar você vai ter uma grande surpresa. Esta vendo ali tem um relógio pra você. Sabe ver hora Bibis? – Perguntou Ken.
- Claro que eu sei imbecil. Agora me deixa quieta preciso me concentrar. – Respondi me segurando para não dá uma voadora naquele imbecil.
- Bibis agora é meio dia você tem que chegar antes das nove da noite. Pois depois desse horário as correntes têm um sutil efeito com o usuário. – Disse a velha.
- Relaxa velha eu vou chegar as cinco em ponto nem mais e nem menos, não vou dar o gostinho de perder pra esse garoto metido a bicha louca.
- Olha aqui sua tampinha de coca-cola infantil – Ken ficou irritado como que eu disse que queria me bater, queria sair correndo, mas não conseguia me mexer minha única opção foi gritar
 - haaa socorro velha, ele quer me bater – Gritei.
- Vem aqui e me chama de bicha louca de novo se você tem tal coragem- Ken gritou vindo em minha direção.
- Bicha louca! – Gritei
- Haaa agora eu te mato sua toquinho de amarrar jegue. – Ken correu em minha direção e pulou em cima de mim. Seguro as minhas mãos me prendendo, fique encurralada, não conseguia escapar. Mas de repente Ken parou e ficou me olhando com aqueles olinho de cachorro pidão, e se aproximava cada vez mais de mim. Entrei em desespero, meu coração estava palpitando forme sentia mais atraída por ele entrei em desespero, eu não sabia o que fazer no que dizer, no que pensar.
- Putz, ele não é bicha tá querendo me beijar, o que eu faço? O que eu faço? Vou gritar – Pensei – Saaaaaaaaaaaaai - Gritei tão alto que o Ken se assustou deu um pulo para traz sem entender.
- Menina você é louca, pra que gritar desse jeito? – Ken falou.
Fiquei em silencio presa em meus próprios pensamentos - O que é isso que estou sentindo? Putz acho que era um ataque cardíaco. – Olhei para o Ken e não sabia o que dizer, as palavras sumiram da minha boca, meu coração não sabia de disparava ou se parava se batia mais forte ou mais fraco, esqueci com se respirava.
A velha olhou pra nos dois riu. – Há ha as duas crianças parem de brincar e vamos levar o treinamento a serio. - Disse a velha.
Então tentei dar os primeiros passos, mas estava muito difícil de mexer com tanto peso. Depois duas horas só tinha conseguido dar dois passos. Já estava morta de cansaço. O Ken ficou tão entediado de me ver morrendo pra andar que acabou dormindo.
- Há velha eu não estou conseguindo, tá muito difícil. - sentei no chão e fiz um bico.
- tente concentrar a sua força Bibis. – Disse a velha.
- Velhota tá difícil, já se foi duas horas e nada de dar um passo. – comecei a reclamar
- Bem falta 3 horas para o jantar, e você não poderá jantar se não puder terminar esse treinamento. – A velha disse sorrindo,usando uma das melhores motivações que há nessa terra.
- Jantar!? - Gritei, já sentindo um gruindo da minha barriga. Eu jamais que perderia este jantar, é um pecado total negar comida, não importa as circunstâncias. - Concentrar a minha força, está bem vamos lá. – Esta finalmente motivada, fiquei em um estado de meditação, e senti que o meu corpo ficou mais leve, então me levantei e consegui andar sem dificuldade – nossa que incrível, agora eu ganho essa aposta. – comecei a dar passos cada vez mais rápidos e em pouco tempo já estava correndo em direção a montanha, minha velocidade aumento de uma forma fantástica, mas de repente comecei a perder o controle a energia estava aumentando descontroladamente.
- Vó! – disse Ken para a velha.
- Esperava que acontecesse algo assim, vamos temos que pará-la antes que destrua a todos nós. – Disse a velha correndo em minha direção, mas fiquei totalmente focalizada na aposta que tinha feito com o Ken que não percebi que toda aquela energia estava aumentando de uma forma estrondosa.
- eu vou conseguir, eu vou conseguir, eu vou conseguir – Comecei a dizer alto mentalizando que estava perto de ganhar. Faltavam apenas alguns metros e comecei a perceber que as correntes estavam machucando, quando olhei para os meus braços as correntes estavam entrando em minha carne, eu queria termina a aposta então prossegui sem perceber a aproximação do ken e da velha.
- Vó olhe cinco horas já começou. – Disse Ken.
- Temos que fazer com que ela diminua a energia ou as correntes irá devorá-la viva.  – Disse a velha, arremessando uma espada em minha direção, de repente tudo ficou escuro.
Continua...

quarta-feira, 6 de julho de 2011

IV – Terra de ninguém


Ken começou a descer as escadas e fui seguindo-o até chegarmos a um cômodo vazio e estreito, com as paredes rústicas e cheias de pó. O cômodo era muito escuro, porem era iluminado apenas por uma pequena lamparina. Na parede tinha uma pintura estranha sem uma forma definida com cores frias e três mascaras diferentes. As máscaras tinham cores e expressão diferentes. A mascara maior tinha expressão de raiva, ódio a mascara média e vermelha tinha uma expressão de dor e a ultima e menor uma expressão de tristeza. Só de olhar para elas já me dava um certo vazio no peito.
- Que coisa feia é essa? – perguntei.
- São os três portais dos deuses, cada mascara é um portal. Alguma pergunta? – Disse uma voz que saia do fogo.
- Quem tá falando? – Comecei a ficar assustada.
- Eu aqui na lamparina. –Disse a voz.
Me aproximei e olhei bem o fogo da lamparina tinha a forma de um rosto de uma mulher - Nossa acho que a coca cola me fez mal, eu já to vendo coisas demais. Eu estou ficando louca de vez, apesar de que essa historia toda já é uma loucura total – Comecei a me bater não acreditando no que eu estava vendo.
-Muito prazer, eu sou a yasmim do fogo místico. Eu sou a guardiã dos três portais dos deuses. E você deve ser a filha da grande guerreira do mundo clock.
- Eeer sim, como você sabe?
- Você é a nossa esperança, a salvação do mundo clock, a sua vinda para o seu trono é o que todos esperam.
- Trono? Salvação? Ken do que ela esta falando? – Eu estava confusa, como assim eu era a salvação de um mundo que nem se quer eu conheço? Trono? Eu tenho um trono? O único trono que tenho é o que sento no banheiro.
- Tem muita coisa que você ainda não sabe Bianka, mas você logo vai saber. – disse Ken – Yasmim prepare o terceiro portal.
- Tudo bem – Disse yasmim. O fogo sopro na terceira mascara com uma expressão de tristeza – Pode começar.
- Que legal! Tem algum portal que leva pro quarto de algum membro da minha banda favorita? Que não seja do baterista que ele é feio. - Perguntei esperançosa.
- Nãooo! Que pergunta mais idiota, menina você só fala besteiras. – Ken gritava comigo histericamente.
- Tá eu sou estava brincando, nossa como você é chato.
Ken colocou a mão na mascara fazendo um giro completo, a mascara abril a boca fez um grito de mulher e os olhos começou a sair fogo que se espalho por todo o pequeno cômodo. De repente o chão e as paredes começou a tremer. Fechei os olhos pensando que era o fim.
-Ai meu Deus, tanto homem lindo no mundo eu prestes a morrer dentro de um barraco velho com esse idiota.
O chão e as paredes pararam de tremer, abri os olhos.
- Já morri?
- Não sua bobona e quem você está chamando de idiota? – Perguntou Ken.
- Pronto agora que morro de vez – Resmunguei.
- Levanta sua idiota e para de resmungar – Ken disse enquanto abria a porta.
- Nossa incrível! Que lugar lindo. É Inacreditável as belas paisagens daquele lugar, é como se tivesse um pedaço de cada canto do planeta.
- Você estava esperando o que, um lugar cheio de armadilhas e q equipamentos pra te matar e o lugar fedendo a carniça?
- Bem foi o que eu estava imaginando.
- Como é bobona, e limpa o cantinho da boca que você esta babando. Aqui é a terra de ninguém onde você vai treinar constantemente até não conseguir se mover da sua cama. Aqui você irá controlar seus poderes sem ter o problema de perde o controle e destruir a cidade. Olhando a sua volta você vai ver que tem uma grande quantidade de cenários, você vê ali uma o pico de gelo ao lado o deserto e no fim do deserto tem uma floresta e etc de coisas que não vou falar pra não estragar a surpresa.
- Nossa que fascinante e qual é o tamanho disso tudo?
- A terra de ninguém tem quase a mesma extensão do estado de São Paulo.
- O que isso tudo tem o tamanho do estado de São Paulo? – Falei boba.
- Bem um pouco menor e esta debaixo de todo o estado. Bem amanhã bem cedo você vai começar seu treinamento.
- Amanhã? Tão rápido assim.
- É não podemos perder tempo se você não aprender logo a controlar os seus poderes vai acabar destruindo a cidade toda. O bom é que você esta de férias então vai ter o dia todo para treinar. E amanha mesmo você conhece os outros filhos dos lendários.
- Ué, tem mais gente doida? – perguntei.
- Ao todo são oito filhos dos lendários, três deles minha vó encontro; treinamos eles e você foi a ultima que encontramos até agora. – Disse Ken.
- Mas espera, você disse oito e os outros quatro?
- Eu sou um filho do lendário Knox, e um deles já descobrimos onde está, mas temos que esperar que seus poderes despertem, assim como tivemos que esperar os seus e os gêmeos continuam sumidos algumas pessoas dizem que eles morreram no dia da morte da princesa do mundo Dreigim. Mas você não precisa saber. – Disse Kem.
Vamos as regrinhas
- Haaa odeio regrinhas.-  Falei com cara de desanimo, sentando na chão.

continua...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

III - O PASSADO



O vale repleto de pessoas lutando uma contra as outras, lutas totalmente diferentes. Os soldados com forças e habilidades fora do comum. Uma coisa assustadora, homens com armas em forma de um machado gigante com laminas em forma de serra e com um único golpe cortava até cinco homens. Outros com uma velocidade assustadora e um deles atravessou todo o vale em uma questão de poucos segundo deixando um rastro de luz destruindo que se vê pela frente. E outro que rodopiou como um peão formando um furacão dizimando quase a metade dos inimigos.
- Mas o que é isso? – Disse não acreditando no que estava vendo.
- Isso menina, é a guerra. Nossos antepassados derramaram cada gota de sangue a fim proteger este mundo. Sangue derramando por todos os lados manchando a areia branca de vermelho, o céu ficando mais negro. Isso menina é as cores sombrias da guerra. – o garoto Ken falando com um tom de tristeza e revolta como se aquela visão do vale rasga-se a sua alma.
- Como em toda guerra há um preço muito alto a se pagar, um preço de sangue. – a velha dizia enquanto se ajoelhava passando a Mao na areia branca manchada de sangue sentindo o cheiro de sangue no ar. – é tão triste o cheiro de dor no ar.
Uma cena horrível, uma batalha incomum. No meio de tantos lutando uma voz que me era familiar se destacou. A mulher do meu sonho, cabelos longos e negros como a noite a pele branca como a neve. E seus olhos verdes bem claros que se destacavam. A sua armadura prata detalhados com diamantes verdes. A costa da armadura é nua exibindo uma enorme tatuagem que vai do pescoço indo por todo o braço até a palma da mão direita. A mulher segurando uma espada enorme um lamina feita de algum tipo de material que parecia diamante, eu imediatamente reconheci aquela espada era a Ludmila a minha guitarra maluca. A mulher comandando aqueles homens e demonstrando a sua autoridade sobre as tropas. – área leste segue em frente não recue! – Em uma fração de segundos aquela mulher cortou mais de setenta homens. Então percebi que aquela mulher estava com um bebe nos braços. Como é possível uma mulher na guerra com um bebe em seus braços pra mim era uma coisa de louco. De repente um dos soldados da tropa inimiga que estava caído no chão soltou uma bola de fogo pelas mãos lançando aquela mulher para o ar, um golpe tão forte que a lançou por mais de 3 quilômetros pelo vale. A mulher em um movimento rápido se fechou abraçando o bebe protegendo do golpe.
- o bebe! – gritei assustada.
A mulher se levantou e rapidamente com uma velocidade absurda ala correte até o soldado e quando percebi a cabeça dele rolou pelo chão. o bebe não se machucou, porem a mulher estava muito machucada. Um  soldado corre para socorre-la.
- General você esta bem?
- Estou bem foi só um descuido meu. -  Ela entrega o bebe nas mãos daquele soldado – Prion leve-a daqui – a mulher dá um beijo no bebe e deixa uma pulseira na manta do bebe, percebi que era a pulseira q eu estava usando.
- Aquele bebe sou eu?
- Sim é você. -  A vela reponde.
- E aquela mulher é...
- Sua mãe, a dama da guerra e general da tropa da família Corck. 
Quando a vela disse aquilo eu não acreditei que aquele bebe era eu e a mulher minha mãe. Naquele momento eu já não sabia quem eu era. O soldado passou por mim e quando olhei bem para o rosto dele. – Pai? – Era meu pai, eu não consegui entender o que estava acontecendo era tão estranho e confuso.
- Bianka você não pertence ao mundo que você conhece, você pertence a este mundo. Sua família é uma das três maiores famílias de guerreiros deste mundo o clãn Clock. A três mil ciclos atrás uma família de imperadores trazia o equilíbrio destas três famílias sabendo que todas superavam o seu poder, mas o ultimo imperador morreu então as três famílias entraram em guerra para saber qual delas seria a família imperial deste mundo. Você nasceu no meio desta guerra. Sua mãe fazia parte dos sete maiores guerreiros deste mundo.  – a velha colocou na minha mão um anel com as mesmas escritas estranhas que tinha na guitarra. – Bianka você pertence a este mundo e isso é seu.
- Eu estou tão confusa, agora pouco minha vida era normal e de repente tudo muda não sei o que sou eu não posso aceitar esse anel. Tentei devolver o anel.
- Esse anel era da sua mãe e agora é seu, tome é sua missão guarda-lo. -  A velha fecha a minha mão.
- Missão? Que missão?
- Isso só você vai poder descobrir. -  A velha bate palmas duas vezes e voltamos para a casa velha. – Bem, agora eu vou ter que treinar para se preparar para sua missão.
- O que me treinar?  -Fique pasmado com a idéia de ter que fazer algum esforço físico.
- É claro você ainda não consegue controlar seus poderes e nem ampliar a sua energia vital. – Disse a velha.
- Mas enquanto ao meu pai? Como eu vou falar isso pra ele? E a escola e a minha vida? E os meus amigos do Orkut?
- Você pode muito bem viver sem seus amigos do Orkut e enquanto ao resto a gente dá um jeito. – entra meu pai já puxando minha orelha.
- Pai como você me achou?
- Ele deve ter sentido a sua energia vital e te rastreou ate aqui. - A velha falou dando uma de sabia.
- Na verdade eu rastreei a bibis pelo celular é bem mais fácil.
- É eu ia chegar nessa possibilidade. -  Velha fica com cara de bunda.
- Pai de tudo por que não me contou? -  perguntei.
- Filhota é complicado depois que vim pra este mundo eu tinha que te proteger dos outros guerreiros que tentaram te matar então tive que guardar esse segredo comigo acreditando em te falar quando você tivesse com vinte anos, mas seus poderes despertaram mais cedo. Então... Bibis você não é deste mundo.
- Dãr grande novidade.
- Po bem que você poderia fingir que estava impressionada.
- E eu estou muito impressionada, minha vida esta uma bagunça estou mais perdida que ceginho no transito da avenida paulista. Agora esta tudo de pernas pro ar é muita informação junta.
- Eu sei esse seu cérebro de amendoim nem guarda que dois mais dois são quatro.
- tá cala a boca.
- Faz muito tempo Prion. – A velha diz.
- Prion? Affe que nome mais brega. Você conhece essa velha. – Falei
- Bem esse é meu verdadeiro nome.  Bem nos somos velhos amigos.
- Pai você não é meu pai de verdade? – perguntei curiosa pra saber mais sobre eu mesma e o passado da minha família.
- Não.
- Então  quem é meu pai de verdade?
A expressão de raiva e medo do Rodrigo estava nítida todos ficaram em silencio olhando o estado dele. – Gente? Fala alguma coisa vocês estão em assuntando. - Rodrigo não olhava nos meus olhos ele virou e ficou de costas pra mim.
- Bianka eu prefiro não dizer agora. E acho melhor que você não saiba sobre seu pai nem agora e se possível nunca.
- ok, já que você prefere assim. -  Figi me conformar com que ele tinha dito, mas fiquei ainda mais curiosa em saber quem era meu pai e por que eles não queriam falar sobre ele.
A velha percebeu que Rodrigo estava ficando cada vê mais agitado então teve uma atitude. -  Ken leve a Bianka para conhecer o lugar onde elea irá treinar.
- Certo vó, baixinha vem comigo.
- Ei para de me chamar de baixinha eu tenho nome sabia seu chato metido.
- Que seja então.

Continua...