- Ken? - Eu não sabia quem era, mas sabia que não era o Ken que conheço. - que droga! Quem é ou que é você? – Gritei, mas ele não respondeu apenas sorriu de uma forma sombria.
Ken estava diferente, aquele sorriso não parecia ser o Ken, ele se aproximava mais, com um olhar de ódio e tristeza, um sorriso sombrio e psicopata. Senti que ele queria me matar.
- Ora, ora, então você é a menina que esta perturbando a nossa paz. – Disse ele se aproximando cada vez mais.
Eu queria fugir, tentei me afastar, me lembrei do que o Doge disse um pouco antes de começar a luta. Então comecei a me mover tentando sair correndo, mas eu estava com tanto medo, minhas pernas pareciam que tinha perdido toda a força, eu não sabia o que fazer.
- Você não vai fugir de mim garota – Disse Ken atirando nas minhas pernas impedindo que eu corresse, cai no chão. - Agora eu quero conversar com você, não seja mal educada me deixando falar sozinho.
- O que você quer? Quem é você o que fez com o Ken? - Gritei, estava com medo, chorando me arrastando tentando me afastar dele.
Mas ele não respondia e começou a rir me puxou pelos cabelos com violência, falando no meu ouvido.
- Quem disse que você pode tentar tirar ele deste mundo perfeito que criei para ele? Isso é o que nós somos temos um sangue mal correndo em nossas veias. Você não pode entender a dor do Ken você não sabe como o coração dele bate e o coração dele bate dor, dor, dor e dor. Quanto se está só não há como mudar. Você não tem forças pra ajudar o Ken, você não tem forças para salva-lo da sua escuridão. Olha você agora, ai; parada em minhas mãos não pode nem se quer correr, fraca.
Ken esticou as minhas mãos e atirou na palma delas, e lambeu o sangue, naquele momento senti nojo, medo e raiva.
- Você acha que essa coisa que ele sente quando te vê vai ajudá-lo? Olha bem ao seu redor, todos dizem lindas palavras e chamam uns aos outros de melhor amigo, que vai amá-lo pra sempre, mas em momento de dor este que dizem: sou seu amigo, são os primeiros a te abandonarem, esses que falam eu te amo são os primeiros a te traírem. Menina você não conhece a nossa dor e nem nunca vai pode entender o que acontece. Eu e Ken somos um só eu sou o único amigo dele.
- E qual é seu nome? – Perguntei.
- Meu nome é solidão. – Disse ele apontando a amar na minha cabeça sorrindo pronto para atirar.
- Mãe socorro! – Gritei em meus pensamentos.
Então a Guitarra Ludmila ficou na minha frente bloqueando a bala. Logo em seguida erradia uma luz cegando o Ken. Então Doge chuta a cabeça do Ken o lançando ao chão. Naomi pula encima dele o prendendo com espadas perfuradas em seu corpo. Naquele momento me senti aliviada.
- Bibis, por favor, me perdoa - Disse Ken já sem consciência.
Naquele momento senti pena do Ken eu queria abraçá-lo, mas aquilo que eu vi que me machucou que falou aquelas coisas me fazia sentir medo de me aproximar dele.
- Bibis você está bem? – Perguntou Naomi.
- Eu estou bem sim- Disse vendo tudo ficar escuro.
- Há não Doge ajuda aqui a Bibis perdeu muito sangue. Você vaia ficar bem amiga – Gritou Naomi.
Escutei a mesma voz dizendo:
O ápice da loucura o inicia dela foi quando entendi foi seu beijo asneando pelo meu desejo naquele instante eu não me sentia eu, mas outra pessoa aquela que sempre dormia dentro de mim, mas que finalmente quando sai tem medo do que irá encontrar. As tuas vestes foram se saindo pouco a pouco e nua estava diante de mim. Oh! Que era aquilo? Meu corpo tremia, mas não acreditava, minha mente implorava para não acordar daquele sonho, mas ao te tocar cada vez percebi que não era um sonho era real muito real e queria sentir mais e mais sem parar não nunca parar. Minha mente diz que fui longe de mais em não ter percebido suas intenções, meu coração se diz culpado por ser tão inocente, mas penso no seu beijo todas as noites a sensação é de se sentir mais claro que a água muito mais imenso que o oceano e muito mais eterno que o tempo.
Olhei a sombra se aproximando de mim, e de repente estava dentro da sombra.
- Não! – Gritei.
- O que foi Bibis? - Disse Naomi.
Percebi que foi apenas um sonho. – Não é nada só um pesadelo. – Disse me levantando, percebi que as feridas tinham sumido, mas as minhas mãos ficaram com cicatrizes, mas não me importava naquele momento, eu estava preocupada com Ken, a voz dele me pedindo perdão gritava em meu peito.
- Parece que você está bem agora, que bom, já tá prontinha pra gastar suas energias comigo. – Disse o Doge.
- Não, sai daqui seu tarado! – Falei, jogando um travesseiro na cara do Doge.
- Você perdeu bastante sangue, se não fossem seus poderes de regeneração você estaria morta agora. Mas você gastou tanta energia que acabou dormindo por duas noites inteiras. Ken ficou o tempo todo com você e não saiu do seu lado para nada. Não dormiu e nem comeu. – Disse Naomi.
- Cadê o Ken? - Perguntei
- Agora ele esta lá fora na varanda. - Respondeu Naomi.
- É verdade ele se sente tão culpado pelo o que acontece que não tem coragem de falar com você, mas cuidou de você o tempo inteiro junto com á vovó. - disse Doge. - Eu não imaginei que Kay iria tão longe com a Bibis – Disse Doge pensando alto.
- Kay? - Perguntei.
Sim, Ken tem uma segunda personalidade que se chama Kay. – Disse Doge.
- Mas ele tinha me dito que se chamava solidão. – Disse.
- Bem, não sei por que ele te disse isso, mas Ken sempre foi muito reservado, ele só começou a mudar depois que você apareceu, os olhos dele agora têm brilho. Você não sabe, mas na família do Ken todos nascem com duas almas, são destinados a ter um lado bom e um lado mau, e poucos conseguem suportar esse fardo, é uma maldição que todos eles carregam dentro de seus corações, e ter que acordar todos os dias e lutar com você mesmo. - Disse a velha
- Nossa então é como se tivessem duas pessoas habitando o mesmo corpo. – Deduzi.
- Exatamente, Ken e Kay são duas pessoas diferentes que habita o mesmo corpo. Kay é perigoso, e Ken tem que lutar todos os dias para que ele não saia. Mas infelizmente quando o Ken é ferido Kay toma o controle total. – Disse a velha
Senti pena do Ken, eu não sabia se deveria velo ou ficar longe. Fui para a varanda, Ken estava lá sentado, percebi que suas mãos estavam sangrando. Respirei fundo e decidi me aproximar dele, mesmo com medo, mesmo estando ainda impactada com o que aconteceu, eu queria estar do lado dele, dando passos lentos chegando cada vez mais perto, tomando coragem passo após passo relembrando a cena na minha cabeça, segurei a vontade de chorar.
- É tão insano renegar o que é se olhar no espelho e ver um desconhecido. Duas imagens e qual delas eu sou? Eu já nem sei mais, quero ser o que sou, mas todos vêm é um demônio em mim, mas sou apenas um anjo sem asas, sem forças para voar. – disse Ken percebendo a minha aproximação, senti vontade de recuar, mas fique parada o ouvindo falar.
- Você está com medo de mim não é? Você vai me abandonar também não é? – Disse Ken.
- Não eu não vou te abandonar. – Disse.
- Não minta pra mim, eu sei que mais cedo ou mais tarde você vai embora como todos outros foram. – Gritou Ken me olhando nos olhos.
- Eu posso até sentir medo dessa outra pessoa que está em você, mas ele não vai me afastar de você Ken, eu não vou deixar. - Disse encarando nos olhos.
- Você é esse garoto metido, arrogante, chato que eu conheço. Ken você apesar de todos os defeitos é um bom garoto. – Disse aproximando minha mão no rosto dele.
-E que bom garoto é esse que quase te matou há dois dias trás - Disse
Ken pegando em minhas mãos – Olhe isso aqui, olhe o que eu fiz com você. - Ken me mostrava às cicatrizes. - mesmo com uma recuperação tão rápida as cicatrizes ainda ficaram. Toda vez que você tocar suas mãos em mim que vou ver as cicatrizes que fiz em você. – Disse Ken
- Apesar das minhas feridas do corpo estão saradas, não vou negar que as feridas em meu coração não estão totalmente saradas e não sei se um dia sararão, mas eu sei que você é tudo que eu preciso e eu confio, mesmo que a solidão um dia venha te consumir, eu ainda estarei do seu lado, e buscarei forças para te salvar. - Disse sorrindo, tentando animá-lo.
Ken deu um leve sorriso, e rapidamente me abraçou, senti medo, mas estar com ele com o Ken que eu conheço me fazia sentir segura, então o abracei com força.
- Obrigado Bibis – Disse Ken.
Voltamos aos treinos, já era dominho e amanhã já começaria as aulas. Meu pai insistiu que eu saísse ,bem meu pai é cozinheiro, e todos os domingos ele preparava algo especial eu como ovelha negra da família sou péssima na cozinha, então tento evitar qualquer aproximação naquele como tão perigoso. Então foi até a feira em busca de alguns ingredientes. Andando entre uma barraca e outra escolhendo os ingredientes que continha na lista enorme e exagerada do meu pai, de repente uma sensação estranha e ouvi uma voz:
- Podes ouvir as batidas do meu coração ligado ao seu? Podes sentir a perfeita harmonia das almas entrelaçando nossos corpos? O seu perfume me embriagava cada vez mais, como sinto saudades do seu perfume, parece que aos poucos se perde com o vento.
Reconheci aquele texto em meus sonhos, comecei a procurar o dono da voz, então no meio de tantas pessoas o encontrei. Olhei e vi um garoto com um caderno de bolso lendo alto. Com um jeito misterioso, cabelos pretos e longos com algumas mechas vermelhas cor típica de sangue. Olhos bem negros, um rosto angelical, mas um sorriso de alguém que gosta da morte. Usando uma calça xadrez vermelha e uma jaqueta de couro preta, na sua mão esquerda tinha um anel preto em seu braço tinha uma tatuagem de uma carta de baralho o ás de copas e uma aranha preta. Mas quando ele me viu fechou o caderno colocou no bolso, sorriu para mim e saiu. Tentei correr atrás dele, mas sumiu no meio das pessoas.
Continua....